O PET Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei - Campus Sete Lagoas e tutorado por um docente do Curso.

Universidade Federal de São João del-Rei
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Sete Lagoas (MG)

Origem da Acerola

07-02-2022 14:54

   A acerola (Malpighia glabra L., Malpighia punicifolia L. ou Malpighia emarginata DC.) teve sua origem nas Antilhas. Devido aos seus elevados teores de vitamina C dispersou-se para outras regiões do mundo estabelecendo-se, particularmente, em ecossistemas tropicais e subtropicais do continente americano. 

     No Brasil, a introdução dessa fruteira ocorreu na década de 50, havendo controvérsias a respeito do ano e local original. Seus plantios, porém, ganharam expressão econômica somente a partir da década de 90 com o aumento da demanda do produto tanto pelo mercado interno como externo, estando hoje difundidas em praticamente todo o território nacional, à exceção de regiões de clima subtropical e/ou de altitude, sujeitas a baixas temperaturas. 

      A aceroleira pertence à classe Angiospermae, família Malpighiaceae, gênero Malpighia e espécie Malpighia emarginata DC (INTERNATIONAL BOARD PLANT GENETIC RESOURCES, 1986). É uma árvore com um único tronco, frequentemente ramificado, sendo árvores de pequeno e médio porte, em pomar comercial, pode crescer de 1.3 a 3.2 m de altura, com ramificação por vários ramos lenhosos e curvados normalmente para baixo, possui copas que podem diferir em função da grande variabilidade genética. 

       As plantas de aceroleira possuem sistema radicular pivotante, quando plantado por sementes ou enxertia, pois em solos profundos e férteis pode chegar até 1 m de profundidade, sendo normalmente sua maior quantidade raízes estão a profundidade entre 20 cm e 40 cm e quando propagadas por estaquia, o sistema radicular destas plantas pode tornar-se ainda mais superficial. 

       As folhas da espécie Malpighia emarginata medem cerca 2,5 a 7,45 cm de comprimento, com a base e o ápice geralmente agudos. São inteiras, frequentemente onduladas, opostas, com pecíolo curto, pequenas, de coloração verde-escura e brilhante na face superior e verde-pálida na superfície inferior. 

      Segundo Manica et al. (2003), as flores da aceroleira medem cerca de 1,2 a 2,5 cm e surgem isoladamente ou em cachos nos mais variados locais da planta desde as axilas foliares de ramos maduros, recém brotados e em crescimento. Quando em cachos, as flores acomodam-se sob pedúnculo num eixo principal em forma de umbela apresentando comprimento variando entre 1,5 e 2,5 cm. A coloração das pétalas pode variar de rosa, rosa esbranquiçada, violeta esbranquiçada a vermelha. 

      A acerola é uma fruta, cujo cultivo tem crescido muito por possuir elevado teor de vitamina C, sendo encontrado em algumas variedades até 5.000 mg por 100 g de polpa, cerca de 100 vezes mais vitamina C do que encontrado na laranja, ou dez vezes mais do que na goiaba, sendo as duas últimas as mais conhecidas pelo alto teor de vitamina C.

Curiosidades:

  • Apenas 4 unidades da fruta suprem a necessidade diária de vitaminas C de um adulto.

  • O Brasil ocupa a posição de maior produtor, consumidor e exportador mundial de acerola.

  •  É recomendando o uso da acerola no período de gravidez e lactação como suplemento de vitamina C. 

  • Pesquisas na área de cosmetologia indicam a inclusão de ácido ascórbico em produtos contra o envelhecimento celular graças à sua ação antioxidante e sequestrante de radicais livres. Seus sais minerais lhe conferem a propriedade remineralizante em peles cansadas e estressadas. As mucilagens e proteínas são responsáveis pelas ações de hidratação e condicionamento capilar.


https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/51886/5/2020_dis_jvdiniz.pdf