O PET-Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes e um docente do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Sete Lagoas.

Universidade Federal de São João del-Rei
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Sete Lagoas (MG)

Origem da Calda Bordalesa

22-08-2022 17:22

     A calda bordalesa foi utilizada, pela primeira vez, por volta de 1882, em Bourdeaux, na França, para controlar o míldio em videira.

     É um insumo utilizado em hortas e pomares orgânicos, devido a sua eficiência, principalmente em controlar várias doenças causadas por fungos (míldio, ferrugem, requeima, pinta preta, cercosporiose, antracnose, manchas foliares, podridões, entre outras) em diversas culturas, tendo efeito secundário contra bacterioses. Tem também efeito repelente contra alguns insetos, tais como: cigarrinha verde, cochonilhas, trips e pulgões.

     O seu uso é permitido na agricultura orgânica porque os seus componentes, sulfato de cobre e cal, são pouco tóxicos, além de contribuir para o equilíbrio nutricional das plantas, fornecendo cálcio e cobre.

     Existem formulações prontas do produto no comércio, porém, pela facilidade de preparo,  eficiência e economia, compensa a sua preparação caseira.

    Esta calda é pouco tóxica. Ainda assim, recomenda-se a utilização de equipamentos de proteção individual, evitando o contato com a pele. O trabalhador deverá lavar se em água corrente após a aplicação da calda. Não se deve comer o que foi pulverizado sem antes lavar bem.  

      Para plantas novas, ou em brotação ou floração, diluir a calda bordalesa, acrescentando mais 10 litros de água (concentração de 0,5%). Evite aplicar em horários de sol quente. Recomenda-se aplicar a calda bordalesa em pequenas áreas teste nas condições locais (espécie, cultivar, estádio de desenvolvimento, condições climáticas) da cultura que será tratada, para verificar se ocorre fitotoxidade.

      Para evitar o excesso de cobre no solo (toxidez), algumas certificadoras limitam a utilização do elemento em 3 kg/ha/ano, ou 12 kg de sulfato de cobre com 25% de cobre. Na cultura da goiabeira, evitar a aplicação da calda bordalesa após o fruto ter atingido o tamanho de 2 cm de diâmetro, pois causará fitotoxidade, apresentando manchas no fruto.

      Para evitar corrosão, os equipamentos e metais podem ser lavados com solução aquosa de 25% de ácido acético (vinagre) mais duas colheres de chá de óleo mineral.