O PET-Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes e um docente do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Sete Lagoas.

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Retrato do Brasil Rural de 1950 e 1960

07-09-2020 10:56

Imagem: Trator em Vitória (ES) em 1952. Uso de máquinas agrícolas estava restrito a 2% das fazendas. Foto: IBGE.

A agricultura brasileira era rudimentar em meados do século passado. Uma das principais culturas do país, a soja era uma curiosidade no Brasil na época, sem expressão para o mercado doméstico, menos ainda para o comércio internacional do país. O trabalho em sua maioria era braçal, esse era o cenário da nossa produção agropecuária. Naquela época, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas.

Homens e mulheres do campo sofriam com escassez de tecnologia e de informação. Em um estudo sobre a agricultura do Brasil, publicado em 1971, Edward Schuh e Eliseu Alves perceberam que faltava conhecimento sobre os solos tropicais e sobre como utilizá-los da melhor forma. “Muito pouco se sabe sobre a resposta destes solos às aplicações de fertilizantes. A capacidade de gerar e desenvolver novas variedades de altos rendimentos é limitado. Observava-se que pouca pesquisa era feita por exemplo sobre os rebanhos e à aplicação de níveis crescentes de ração, ou sobre quais são as rações ótimas para os mesmos. Ignora-se quais as combinações de atividades mais lucrativas nas fazendas, e pouca pesquisa tem sido feita sobre as doenças tropicais dos rebanhos e lavouras”.

Isso tinha por consequência resultado de baixo rendimento por hectare e pouca produção. O crescimento da agricultura exigia que extensas áreas naturais fossem convertidas em lavouras e pastagens. Práticas inadequadas causaram severos impactos ambientais, como erosão e assoreamento. Mas as fazendas não produziam o suficiente para atender à demanda interna.

A ineficiência no campo gerava problemas em todo o país. O Brasil vivia um momento de forte industrialização, com cidades em crescimento, aumento da população e maior demanda por insumos agrícolas.

 

Parágrafo extraído do Livro O desenvolvimento da agricultura no Brasil, de 1971.

Fonte: Embrapa