O PET-Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes e um docente do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Sete Lagoas.

Universidade Federal de São João del-Rei
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Sete Lagoas (MG)

História do Jatobá

24-01-2022 14:23


    O jatobá (nome científico Hymenaea sp.) é encontrado na Amazônia, na Mata Atlântica, no Pantanal e no Cerrado com ocorrências do Piauí até o Paraná. A origem de seu nome vem do tupi e quer dizer "árvore com frutos duros". No passado, foi muito utilizada pelos povos indígenas em momentos de meditação. Assim, o jatobazeiro passou a ser considerado um patrimônio sagrado brasileiro.

       Ainda hoje, sua farinha é bastante consumida no meio rural, seja na forma natural ou na forma de pães, biscoitos, bolos, batida com leite ou como ingrediente em vitaminas de frutas.

       Apesar de apresentar um crescimento lento, a árvore alcança até 40 metros de altura e tem um tronco com diâmetro de quase um metro. Sua madeira é bastante utilizada para construção em vigas, portas, tacos, tábuas, além de ser empregada em objetos de arte, peças decorativas e móveis de luxo. Por esse motivo, é uma das madeiras mais valiosas do mundo.

       Seu fruto fica maduro entre os meses de julho a setembro, possui casca dura e em média duas sementes por fruto. No interior, a polpa é um pó verde amarelado com forte odor, que é comestível. A polpa é rica em ferro e é indicada para pessoas que apresentam alto grau de anemia. A casca também é aproveitada para chá. É uma planta com uso medicinal e pesquisas atuais indicam que o jatobá pode ser utilizado para combater alguns tipos de câncer. A seiva do jatobá é obtida por meio da perfuração do tronco e é utilizada tradicionalmente como curativa para diversas enfermidades, incluindo a anemia, convalescença e problemas pulmonares. 


UTILIZAÇÃO MEDICINAL E FORMAS DE PREPARO

 

Segundo Martins (1989), na Amazônia, os nativos costumam retirar a seiva dessa grande árvore e bebê-la para tratamento das afecções pulmonares, devendo, entretanto, fazê-lo em pequenas doses, pois como é adstringente, causa obstipação intestinal; Da casca do caule, pode ser feito chá pelo método de decocção para lavar ferimentos e para irrigações vaginais. Segundo Leonardi (2002), o chá da casca é bom medicamento para a próstata, podendo ser ingerido várias vezes ao dia, e a resina pode ser aplicada em forma de emplastro sobre as partes doloridas do corpo.

Segundo Panizza (1997), para problemas como tosse, bronquite, catarro, asma e fraqueza pulmonar, é utilizada 1 colher de sopa da casca do ramo picada em uma xícara (café) de água em fervura. Após, é fervido durante 5 minutos, posteriormente coado, acrescentando-se 1 xícara (café) de açúcar cristal e 1 colher (sopa) de mel de abelha. Ingere-se 1 colher (sopa), de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças, a dosagem é somente a metade. Este preparado deve ser guardado em geladeira ou consumido em até 3 dias.

De acordo com Bontempo (2000), a casca em cozimento é aconselhada para combater hemoptises, hematúria (emissão de urina com sangue), diarréia, disenteria, cólicas ventosas, e acrescenta que o vinho de jatobá retirado do caule é um poderoso fortificante.

Expõe Panizza (1997), que no tratamento de diarréia, disenteria, cólica intestinal, utiliza-se 1 colher (sopa) de casca do ramo picado em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixar ferver durante 5 minutos, e, posteriormente, coar. Pode ser ingerida 1 xícara de chá de 1 a 3 vezes ao dia.

Segundo Veiga Júnior (2005), em doses elevadas, o jatobá (H. courbail), é utilizado como expectorante e fortificante, pode desencadear reações alérgicas.


fonte: https://www.cerratinga.org.br/especies/jatoba/