O PET-Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes e um docente do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Sete Lagoas.

Universidade Federal de São João del-Rei
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Sete Lagoas (MG)

Origem da Abobora

04-07-2022 19:04

      As abóboras selvagens possuem substâncias que tornam a polpa impalatável. Inicialmente foram utilizadas para o armazenamento de líquidos como água, e em seguida, as sementes que eram descartadas, se mostraram fonte de alimento nutritivo e saboroso. Com o passar do tempo, os frutos menos amargos e as técnicas de cozimento, tornaram a abóbora, junto do milho, do feijão e da mandioca, as 4 principais fontes de alimento dos indígenas da América”.

      Pesquisas recentes confirmam que assentamentos agrícolas nos Andes peruanos há pelo menos 9.240 anos atrás já estavam cultivando abóboras (Cucurbita Moschata). Esse legado foi sendo transmitido até chegar às comunidades do território que hoje conhecemos como Brasil. As abóboras cultivadas pelas comunidades indígenas brasileiras foram levadas para a Europa pelos portugueses. Já os espanhóis, colonizadores de outros territórios americanos, também levaram para a Europa as abóboras cultivadas pelos Astecas, Maias e Incas, que por lá fizeram muito sucesso. 

       Quando os imigrantes da Alemanha e Itália chegaram ao Brasil no século XIX, trouxeram sementes de suas próprias seleções de abóboras e por aqui seguiram cultivando-as. É por esse motivo que hoje no Brasil existe uma imensa variedade de abóboras e abobrinhas, oriundas tanto de imigrantes quanto de povos originários. 

        Ao passar pelas mãos de incontáveis horticultores, que selecionavam as características que mais lhes agradavam nas cultivares, o número de variedades crioulas continuou a crescer. Cada um dos grupos de imigrantes que chegaram ao Brasil, trouxeram  suas variedades de abóbora conforme suas preferências. 

Os descendentes de Italianos dão preferência a frutos de polpa bastante consistente e coloração alaranjada, muito utilizado no preparo do recheio do “tortelli”, por exemplo.

       Por ser uma variedade de fácil cultivo, que se adapta muito bem aos diversos climas encontrados na América do Sul, sua versatilidade na culinária (da planta e dos frutos) e o alto valor nutricional, a abóbora representa um importante papel social na mesa do brasileiro.

      Segundo levantamentos do IBGE, em 2019 foram comercializadas  mais de 113 mil toneladas do fruto nos principais centros de abastecimento do país. Os principais estados produtores de abóbora no Brasil são Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Bahia, Paraná e Santa Catarina.

      A rentabilidade da produção para os produtores é boa, levando-se em conta as variantes de safra, região e transporte. Após o semeio, a colheita das abóboras pode ser feita em aproximadamente  90 dias, sendo 40 dias para as abobrinhas em geral, dependendo da variedade. 

Curiosidade:

     Na abóbora, o que mais chama a atenção é a presença de alta quantidade de vitamina A e fibras. Uma porção de 70g fornece mais de 20% da recomendação diária deste nutriente, que não é sintetizado por nosso organismo e deve ser ingerido através da alimentação. Outra característica importante é a sua versatilidade na culinária. Com ela podemos fazer diversos doces, massas, assados, pratos cozidos e fritos. A aboboreira é uma fonte de alimentos ricos e diferentes, dela pode-se consumir os frutos, as flores, as sementes e as folhas.