O PET-Agronomia é um dos 842 grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Governo Federal. O grupo é formado por estudantes e um docente do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Sete Lagoas.

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Origem da enxertia

14-03-2022 17:26

      A enxertia teve seu primeiro caso, por volta de 1.500 a.C. Entre 1.400 a 1.600 d.C. época do Renascimento, encontraram-se diversos registros de plantas enxertadas e, a partir do século XIX, já haviam centenas de técnicas descritas. (ASSUMPÇÃO NETO, et al, 2005).

A utilização da enxertia em plantas lenhosas é conhecida pelos chineses há três mil anos, e Aristóteles (384-322 a.C.) em sua obra já faz referência à utilização dessa prática na época do Império Romano (CAÑIZARES, et al., 2003).

O período Renascentista (1350- 1600 D.C.) mostra uma renovação no interesse das práticas de enxertia. Numerosas plantas novas vindas de países estrangeiros foram importadas para jardins europeus e mantidas por enxertia. No século XVII, pomares da Inglaterra foram plantados com árvores produzidas por borbulha e enxertia.

No início do século XVIII foram iniciados estudos sobre a circulação da seiva nos sistemas de enxertia. Duhamel considerou que o tempo de união do enxerto atua como um tipo de filtro que muda a composição da seiva circulante através dele.

Liberty Hyde Bailey, em seu trabalho publicado em 1821, descreveu e ilustrou os métodos de enxertia e borbulhia, comumente utilizados nos USA e Europa na época. Os métodos usados hoje, diferem daqueles descritos por Bailey (HARTMANN, et al., 1997).

Os primeiros estudos de enxertia hortaliças no Brasil foram com trabalhos relacionados à resistência/tolerância e doenças e efeitos na enxertia na qualidade e produtividade (CAÑIZARES, et al., 2003).


 VANTAGENS E IMPORTÂNCIA DA ENXERTIA


Dentre as diversas vantagens que a enxertia nos apresenta, podemos considerar as seguintes, segundo (CÉSAR, 1982):

➤ Reduz-se o porte das plantas em geral, o que constitui considerável vantagem, notadamente em relação às árvores frutíferas de alto porte, de vez que, com isso, colheita do produto torna-se mais fácil, assim como os tratos culturais relativos à poda combate às pragas e moléstias, etc.

➤ As plantas tornam-se mais produtivas, os produtos mel horam em qualidade gustativas, em aspecto, etc.

➤ Pode-se transformar plantas estéreis em produtivas, inoculando-lhes ramos ou gemas frutíferas.

➤ Consegue-se cultivar certas plantas em solos que lhe são completamente impróprios, como o caso da cultura da pereira enxertada sobre marmeleiro- em terras úmidas, assim como a do marmeleiro sobre o pilriteiro em solos pedregueiros.

➤ Assegurar as características da planta matriz (a nova planta produzirá flores e frutos igual ou melhor como a que deu origem);

➤ Assegurar a precocidade na frutificação (arvores frutíferas enxertadas produzem muito mais cedo do que aquelas cultivadas a partir de sementes, devido que a parte enxertada provém de um adulto que já está em sua fase reprodutiva);

➤ Maior ganho genético no melhoramento de plantas perenes propagadas vegetativamente: toda a variância genética pode ser aproveitada, incluindo a aditiva, dominante e epistática. A partir da obtenção de um genótipo superior, geralmente heterozigótico, estas características favoráveis seriam transmitidas vegetativamente para as gerações posteriores, resultando em ganho de seleção anual (GSa) maior do que as propagadas por sementes, devido a herdabilidade (h²) maior e ao número de gerações de seleção necessárias para obtenção de cultivares ser igual a 1,0 (DESTRO.et al, 1999).


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